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Desde que aprendi a ler

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Tânia Nogueira

 

“Nem mesmo a mais bela nuvem cobria o céu tão azul naquela manhã de primavera”. Foi com esta frase que ganhei meu primeiro prêmio na escola. Não é minha, foi pinçada do livro: O vento e a brisa. Eu estava na quarta série de grupo e ganharia o aluno que levasse a frase mais bonita, retirada de um livro qualquer. Dividi o primeiro lugar com um menino chamado Fernando e ganhei um bombom sonho de valsa.

Desde criança eu gosto muito de ler. Meu pai arranjou uma professora particular e eu fui alfabetizada aos seis anos. Lembro-me do meu caderno com formas geométricas coloridas e do caderno onde registrei minhas primeiras letras. A primeira história que li foi sobre os três porquinhos. Nunca esqueci das “mais belas histórias infantis” de Lucia Casasanta. 

Na adolescência foi a época em que mais devorei os livros; antes eram “Os contos de Green”, belos contos de fada, que li várias e várias vezes; depois vieram os romances –José de Alencar, Machado de Assis eram meus autores favoritos. Como me lembro de A moreninha de Joaquim Macedo! Sentia-me a própria moreninha que foi passear em Paquetá e encontrou o seu amor.

Lá pelos quinze anos comecei a ler histórias de amor da coleção menina moça e ainda livros de Cronin e outros autores mais realistas, que também me empolgavam. Sempre fui assim romântica e curiosa quanto a vida. Eu queria acreditar que na vida tudo dá certo, que nenhuma nuvem cobre o céu em qualquer estação do ano, mas o que eu via era que muitas nuvens pairavam em minha vida, ora eram cirros, outras, nimbos, outras, cumulus e os belos momentos eram como  estratos.

O livro mais importante para mim, eu li na adolescência: Telma, a princesa da Noruega. Ele pertencera à minha avó paterna, que lia muito em seu quarto, fechada para o mundo. Eu também me fechei dentro de mim mesma, fui uma adolescente tímida e insegura. Eu não me lembro da história de Telma e hoje, acredito, que o livro foi marcante, porque era da vó Regina.

Aliás, foi lendo um dos volumes da enciclopédia Delta Larousse, que resolvi fazer Psicologia. Li sobre Freud e achei muito interessante o que ele falava sobre a mente das pessoas. Adorei a questão do id, ego e superego e eu que faria vestibular para Letras (queria ser tradutora de romances) e, então, decidi que meu caminho passava pela Psicologia.

Na faculdade além dos livros básicos das disciplinas, li outros e fazia resumo de todos. E desde então, de certa forma abandonei os meus romances e quase só leio, estudo e preparo aulas com livros didáticos. Sinto falta de livros extraclasse, mas perdi o hábito. No meu aniversário ganhei um livro com um título interessante Ostra feliz não faz pérola de Rubem Alves, comecei a ler e já deixei prá depois. 

Um tempo depois…. Neste final de semana, aliei a literatura com o profissional e li o livro: Amar de Olhos Abertos de Jorge Bucar e Silvia Salinas que recomendo a todos.

 

 

 



2 respostas para “Desde que aprendi a ler”

  1. César disse:

    Você tem um exemplar do Telma, a princesa da Noruega? Preciso muito deste livro.

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