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A RIVALIDADE ENTRE IRMÃOS

BRUNA GODOY

 

Para se falar da rivalidade fraterna, é necessário começar pelo nascimento dos filhos e o rearranjo familiar que este fato demanda.  O nascimento do primeiro filho demarca um momento importante na vida do casal, no qual o papel de pais será vivenciado por ambos pela primeira vez. Redefinições serão feitas, o casal enfrentará novos desafios e a família se reestruturará em busca de melhores ajustes para sua nova condição.  Pode ser que este primeiro filho seja programado, desejado e já nasça carregado de expectativas por parte de seus pais. Mas, acontece, algumas vezes, da gravidez ser inesperada e o filho uma surpresa na vidado casal.

Após ter passado algum tempo da chegada do primeiro herdeiro, é provável que os familiares e amigos perguntem ao casal se o primogênito “não ganhará um irmãozinho”, porém muitos pais não acham uma boa ideia. Existem vários motivos que levam um casal a optar por um único filho: desde problemas financeiros e de saúde até o fato de acharem que um é suficiente. O filho único que, ao mesmo tempo ocupa o lugar de primogênito e caçula, não enfrentará sentimentos de rivalidade fraterna, mas pode ter este tipo de experiência com primos (ao dividir a atenção de tios, avós e até mesmo de seus pais) e com colegas de escola (ao compartilhar a assistência da professora e as amizades).

Segundo Tilmans-Ostyn e Meynckens-Fourez (2000), o filho único assumirá com maior dificuldade a rivalidade e,frequentemente, terá medo de perder a posição em que se encontra. As atitudes tomadas por ele tendem a sofrer influência do genitor do mesmo sexo. O filho único estará só, ou seja, não terá irmãos para dividir tanto os bens deixados pelos pais como alguém para apoiar-se quando a saúde deles estiver debilitada.

Porém, no caso de acontecer outra gravidez, haverá a formação da fratria, já que a chegada do segundo filho é que determinará este ponto na vida não só do casal, mas do primogênito também. Aprender a dividir desde o amor dos pais até os objetos mais simples é tarefa enfrentada pelos primogênitos. Aprender a partilhar faz parte dos processos que os irmãos enfrentam. Partilhar além de significar dividir os brinquedos, a atenção dos genitores e o mesmo espaço físico, abrange também compartilhar com o outro suas dores, momentos marcantes da vida, alegrias e tristezas. Cada filho que nascer daí em diante, reavivará os sentimentos de rivalidade nos mais velhos e haverá modificações na estrutura familiar.

Piccinini e outros (2007) analisaram um estudo feito com famílias nas quais o segundo filho havia nascido no segundo ano de vida do primogênito. Neste momento ocorrem mudanças significativas na dinâmica familiar e os papeis desempenhados pelos membros da família, são reajustados. Esta análise foi realizada com base em quatro grupos: rede de apoio, relação conjugal, comportamento do primogênito e relação pais-primogênito. Os autores obtiveram resultados que possibilitaram algumas conclusões.

Primeiramente, as mães destacam que o apoio do companheiro e da família extensa é relevante, principalmente do companheiro quanto à divisão das tarefas, da atenção e dos cuidados destinados aos filhos. As creches e escolas também são importantes, algumas mães revelaram que o primogênito é deixado nestas instituições para que elas possam cuidar do segundo filho, pois cuidar dos dois é tarefa árdua.

A mudança inevitável na vida conjugal foi outro aspecto abordado nesta pesquisa, pois a maioria dos casais percebeu o distanciamento com a chegada dos filhos e a dificuldade em fazerem programas a sós. Nesta fase há uma tendência em fortalecer os papeis parentais.

A questão do comportamento do primogênito como atitudes regressivas que atingem a linguagem, alimentação, choro mais frequente, birras, agressividade e também a capacidade adaptativa dos filhos mais velhos, foram fatores de mudança apontados por alguns pais. As mães assinalaram uma maior proximidade do filho primogênito com o pai após o nascimento do segundo filho. (PICCININI et al. 2007). Minuchin e Fishman (1990) descrevem que os irmãos formam o primeiro grupo de companheiros da criança e diante disto, elas se apoiam mutuamente, se divertem, se atacam, se tomam como bode expiatório e geralmente aprendem umas com as outras. As crianças desenvolvem seus próprios padrões transacionais para negociação, cooperação e competição.

Para Goldsmid e Carneiro (2007), a formação e o fortalecimento das relações fraternais ocorrem na infância. Nesta fase ocorre também à disputa do amor e da atenção dos pais, momento em que já se observa o início da rivalidade fraterna. Já, na adolescência, ocorrem conflitos e transformações. Os adolescentes, caso sejam de gêneros diferentes, se afastarão ainda mais, cada um a seu modo. Quando os irmãos estão todos nesta mesma fase, a disputa pela demarcação de seu território é constante.

Na fase adulta, há um reequilíbrio e uma nova forma dos irmãos se relacionarem é estabelecida. O afastamento dos irmãos é comum neste momento de suas vidas devido ao projeto de vida de cada um: estudo, carreira, casamento. Devido aos diversos fatores prioritários desta etapa dentre eles a escolha profissional de cada membro, os irmãos podem vir a pertencer a classes sociais diferenciadas. Dependendo das relações estabelecidas no passado, os irmãos poderão manter relações de maior ou menor proximidade.

Tilmans-Ostyn e Meynckens-Fourez (2000) ressaltam a importância do gênero dentro da família.  Fratrias compostas apenas por irmãos ou irmãs desenvolvem características mais masculinas ou mais femininas. Devido a este fato, pode ser que haja uma incompreensão com o sexo oposto, ou pelo contrário, às vezes uma atração muito forte pelo diferente venha a acontecer.

A posição de nascimento dos irmãos também foi estudada. Cada lugar ocupado pelos filhos na fratria possui características próprias e eram consideradas relevantes por autores como Bowen,  citado por Nichols  e Schuwartz (1998). Todas as posições apresentadas por ele têm vantagens e desvantagens, sendo nenhuma melhor que a outra. Frank Sulloway, também, citado por Nichols e Schuwartz (1998), argumenta que a personalidade é uma das facetas que os irmãos apresentam para competir em si com a finalidade de garantir um lugar na família.

A postura assumida pelos primogênitos sugere autoridade, poder e a busca por garantir seu lugar de primeiro na família. Para Britto, citado por Goldsmid e Carneiro (2007), o primogênito se acha em posição superior aos demais e possui um sentimento de ser mais importante, apesar de não se achar tão especial. Aqueles que nascem após o primogênito, se identificam mais com os oprimidos, são mais abertos e isso os ajudam a conquistar um lugar próprio.

O segundo filho vive, segundo Adler, citado por Goldsmid e Carneiro (2007), em um estado de tensão por querer ultrapassar o mais velho em relação a sua superioridade. O que pode levar a uma rivalidade. O filho mais novo, para Adler, citado por Goldsmid e Carneiro (2007), é o que tem regalia, mas possui um senso de inferioridade.

Tilmans-Ostyn e Meynckens-Fourez (2000) ressaltam que algumas vezes o primogênito sente-se como se carregasse uma carga pesada, mas funções de responsabilidade são facilmente ocupadas por ele. O segundo filho se apoia no primeiro mesmo que este o despreze. Na verdade ele escolherá com quem, realmente, deseja se identificar: com os pais ou com o irmão(ã). Ele demarca ainda mais o subsistema fraterno. Enquanto o mais velho abre as portas, o caçula fecha. Por ser o mais paparicado, o caçula pode não preocupar-se em se virar sozinho e “encostar” nos irmãos mais velhos. Entretanto, o caçula pode enfrentar maiores dificuldades para sair de casa e os pais se reorganizarem como casal com a saída do mais novo.

Ao que se refere às relações fraternas, Bowen (1998) já afirmava que, mesmo na tentativa dos pais de tratarem todos da mesma forma, isto contribui ainda mais para as relações de rivalidade. Nestes casos, há uma sensibilidade maior na fratria e se algum leva vantagem em determinado momento, os outros se sentem injustiçados.

Ao estudar irmãos, Camaratta (2000) concluiu que não há muitas bibliografias expressivas que referem-se ao tema e relata que falar sobre irmãos é algo que merece um destaque especial. Para a autora, o confronto entre irmãos acentua as semelhanças e as diferenças. Saber lidar com as diferenças nas relações fraternais, pode favorecer até mesmo as relações amorosas.

Para Tilmans-Ostyn e Meynckens-Fourez (2000) estudar as relações da fratria é tão importante, que julgam indispensável na terapia de casal saber da vivência que cada um dos parceiros teve com seus irmãos e irmãs. Nas relações conjugais, certas repetições das relações pais e filhos aparecerão, assim como, marcas das relações fraternas também se farão presentes.

A rivalidade na fratria

Rabie-Azoory (2000) considera que a rivalidade entre irmãos é instintiva. A paz no lar não é sinônimo de que não há rivalidade entre os fraternos. Não somente brigas e conflitos explícitos são indícios da presença dos sentimentos de rivalidade, em algumas fratrias, este sentimento pode se manifestar de forma diferente e menos perceptível para as pessoas que não fazem parte deste contexto familiar.

As crianças buscam aprovação dos seus genitores e ao serem comparadas com seus irmãos, podem sentir-se magoadas e a rivalidade aumentar entre eles. Admitir a preferência ou a preterição de um filho ou de outro, não é tarefa fácil para os pais. Muitos têm dificuldades em assumir essa condição e quando reconhecem que dentre os filhos existe aquele que seja o favorito, sentimentos como raiva e culpa podem surgir entre os genitores.

Na corrida para ocupar o lugar de filho(a) preferido(a), os irmãos se comportam conforme as expectativas dos genitores e adotam, de forma, até, inconsciente, atitudes opostas daquelas tomadas pelos seus fraternos. Esta é a maneira que encontram para lidar com a rivalidade fraterna e de alguma forma, terem algum ganho. Porém, estas crianças que sempre se submeteram a atender expectativas de seus pais, poderão manter-se presas a um determinado tipo de comportamento que não permitirá a elas outras atitudes a não ser aquelas aprovadas pelos seus pais. Já aquela criança, segundo Tilmans-Ostyn e Meynckens-Fourez (2000), chamada de rebelde, que não se esforçou para agradar seus pais, pode constituir uma liberdade interior, ter mais autonomia em suas ações.

As crianças favoritas em geral gostam de estar com pessoas, são sociáveis, pacientes, carinhosas, bondosas e provavelmente desenvolvem boa capacidade verbal justamente por inspirarem-se nos adultos que as elegeram como favoritas. Já as crianças preteridas tendem a apresentar três tipos de emoções que costumam a acontecer simultaneamente: raiva, tristeza e ansiedade. Provavelmente, em toda pessoa preterida, é comum encontrar sinais desses três tipos de emoção, apesar de uma, dentre elas, sempre sobressair. A raiva tende a se expressar na forma de lutas entre os irmãos, o que exacerba a rivalidade fraterna, e têm comportamentos de agressões aos colegas ou até mesmo contra os genitores ou qualquer pessoa que mantenha figura de autoridade. (RABIE-AZOORY, 2000).

A rivalidade entre irmãos é algo normal, comum a grande parte das famílias e estão presentes em diversas culturas. A finalidade das disputas é para garantir além da individualidade, um lugar no grupo, aprender até onde vão as limitações, os pontos fracos e fortes, e têm ainda como utilidade ensinar a lidar com a perda. Porém, as disputas nas relações fraternas podem assumir outro caráter e resultar em inimizade entre os irmãos.

Segundo Rabie-Azoory (2000), os adultos (pais) escolhem por conta própria a criança favorita, assim como as crianças também preferem um, dentre os genitores. Os adultos alimentam-se de suas expectativas e preferências com relação aos filhos e contribuem assim para a rivalidade nas relações fraternais. A autora listou alguns elementos que podem exercer algum tipo de influência no favoritismo ou preterição dos adultos em relação às crianças. O gênero, o temperamento, a idade, os atributos físicos, a inteligência, a habilidade verbal e o amadurecimento da criança são fatores que podem contribuir para este favoritismo. Porém não há regras, existem aqueles que optam por crianças mais tímidas e quietas, mas há os que se identificam com as mais falantes e desinibidas.

A influência dos genitores

O sentimento de rivalidade presente nas relações fraternas parece ser mais em função da disponibilidade dos adultos que criam os filhos do que dos irmãos. A maneira como os adultos lidam com seus filhos pode contribuir para que estes se considerem rivais. As necessidades não somente das crianças, como de qualquer pessoa são diferentes. Na tentativa de alguns pais serem justos com todos os filhos repartindo tudo de forma igualitária, encoraja ainda mais a rivalidade no seio da fratria. Ao tentar corrigir os sentimentos de injustiça das crianças, os pais acabam alimentando-os ainda mais, pois se em algum momento um dentre os irmãos levar vantagem, mesmo que seja mínima, em determinada situação, certamente os outros se sentirão injustiçados. E isto corrobora a rivalidade.

Uma postura que, frequentemente, é assumida pelos paternos e pode contribuir para a rivalidade na fratria, é quando ao defender um dos filhos de certa situação conflituosa, os pais não permitem que ambos se responsabilizem pelos seus atos e desta forma, fortalece a competição entre eles. Carter e McGoldrick (2001) acrescentam ainda que ao contrário dos irmãos que foram criados por seus genitores, há casos de crianças que não foram criadas por seus pais e mantém uma relação fraternal cooperativa.

Rabie-Azoory (2000) descreve o mito de lealdade e revela que os genitores iludem-se com a ideia de que seus filhos serão companheiros, se amarão muito um ao outro e terão vínculos fortes de amizade pelo resto suas vidas. Na verdade, provavelmente, os irmãos que têm pouca diferença de idade, serão rivais e não grandes amigos, a rivalidade entre eles é inevitável. Esta rivalidade pode durar a vida toda e só poderá ser superada, se houver muito esforço por parte dos pais. Carter e McGoldrick (2001) acreditam que filhos que parecem com certos membros da família de origem dos pais e que são supervalorizados, favorecem a compatibilidade dos pais com os mesmos. Outro fator como a posição de primogênito que o filho ocupa, pode coincidir com a mesma posição ocupada por seus pais em suas respectivas famílias, o que pode ocasionar uma identificação maior com este filho, do que com aqueles nascidos posteriormente.

Os conflitos implícitos e explícitos entre os pais podem manifestar-se no comportamento de seus filhos que brigam entre si, por questões paternas. É, neste momento de discórdia entre os pais, que podem aparecer as triangulações. O processo repetitivo de triangulação afasta os filhos de um dos seus genitores e os aproximam do outro. (CARTER; MCGOLDRICK, 2001). O processo de triangulação refere-se à aliança de duas pessoas que excluem uma terceira, como por exemplo, o filho ao tomar frequentemente partido da mãe em brigas entre ela e o pai, triangula-se com a mãe e exclui o pai, tendo a percepção e o conhecimento apenas de uma parte, que é a da mãe, e não enxergando ou querendo enxergar o outro lado, que é o do pai.

A rivalidade entre irmãos adultos

Em alguns casos, os irmãos mantêm sentimentos de rivalidades por toda a vida. Brigas pela herança da família deixadas pelos pais após a morte de ambos, são motivos de discórdias que ocorrem quando os irmãos são tomados pela competitividade. Sempre há uma disputa de poder que impede a este tipo de fratria uma flexibilidade para enxergar o lado do outro, se mantendo desta forma, numa posição rígida e egoísta.

A forma de lidar com a rivalidade fraterna ao longo dos anos é modificada. Não comumente, as brigas envolverão socos, tapas, pontapés dentre outras agressões físicas, mas podem envolver agressões verbais, como insultos, comentários maldosos, piadas de mau gosto e críticas destrutivas. Pode ser que os irmãos prefiram um distanciamento para não terem que lidar com as situações desagradáveis que mantiveram durante toda a convivência. Bondu, citado por Tilmans-Ostyn e Meynckens-Fourez (2000), afirma que há uma interdependência entre o subsistema parental e fraternal de modo que quando o vínculo entre os pais não é forte, pode-se prever os vínculos entre os irmãos enfraquecidos e ambivalentes.

Carter e McGoldrick (2001) relatam que há maior estabilidade em casais que ocupam posições complementares em suas famílias, como por exemplo, o irmão mais velho de uma família que tem uma irmã mais nova, se casa com uma mulher que ocupa o lugar de irmã mais nova em relação a seu irmão. Desta forma as chances de haver conflitos de poder são menores, pois haverá um líder e uma seguidora. Já em casais formados por primogênitos, como por exemplo, a mais velha dentre suas irmãs e o mais velho dentre seus irmãos, poderá entrar em conflito por estarem ambos acostumados a ordenar.

Conclusão

O dados apresentados e analisados  evidenciam que marcas deixadas pelas relações fraternas podem durar anos para serem resolvidas, enfrentadas ou amenizadas e que os genitores têm papel importante no desenvolvimento dessas relações.

A psicoterapia dentro da Abordagem Sistêmica é indicada para trabalhar estas relações de rivalidade, que podem, como já foi observado no texto, perdurar por toda a vida e refletir em outras relações que esses indivíduos venham a estabelecer.

Os laços fraternos podem ser trabalhados e conforme cada indivíduo for amadurecendo e se diferenciando da família, maior é a possibilidade de existir relações amistosas entre os irmãos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CAMARATTA, Iara L. A escolha do cônjuge. Porto Alegre: Artmed, 2000.

CARNEIRO, Terezinha Féres. Família: diagnóstico e terapia. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1996.

CARTER, Betty; MCGOLDRICK, Mônica. As mudanças no ciclo de vida familiar: uma estrutura para a terapia familiar. 2. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.

GOLDSMID, Rebeca; CARNEIRO, Terezinha Féres. A função fraterna e as vicissitudes de ter e ser um irmão. Psicologia em Revista, Belo Horizonte, v.13, n.2, p.293-308, dez. 2007.

MINUCHIN, Salvador; FISHMAN, Charles H. Técnicas de terapia familiar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1990.

NICHOLS, Michael P; SCHWARTZ, Richard C. Terapia Familiar: conceitos e métodos. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 1998.

PICCININI, Cesar. Augusto. et al. O nascimento do segundo filho e as relações familiares. Psicologia: Teoria e Pesquisa, Porto Alegre: 253-262., 2007.

RABIE-AZOORY, Vera. Eles amam você, eles não me amam: a verdade sobre o favoritismo familiar e a rivalidade entre irmãos. São Paulo: Edições Paulinas, 2000.

TILMANS-OSTYN, Edith; MEYNCKENS-FOUREZ, Muriel. Os recursos da fratria. Belo Horizonte: Artesã, 2000.

Contato de Bruna Dante de Godoy: tel/98242663



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