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JULHO E AS COISAS DA VIDA

FOTO DE NINA UHLIKOVÁS por PEXELS

O Poema de Clarice Lispector COISAS DA VIDA me levou a pensar sobre esta expressão tão corriqueira em nosso meio.

No senso comum, a expressão “coisas da vida” aparece como aquilo que é NORMAL, que é esperado, que não causa surpresa, pois faz parte da vida, ou seja, é da ordem do humano.

Usa-se esta expressão quando queremos dizer que “o quê está posto não tem jeito, pois são coisas da vida.”

Trata-se de um discurso de conformidade e submissão ao que está acontecendo, sem nenhum compromisso com a vida, pois ao se conformar perde-se a capacidade de fazer escolhas e de lutar para  encontrar estratégias com o objetivo de vencer os obstáculos.

Considerando coisas da vida como toda e qualquer situação a qual nos conformamos, e que, frequentemente, nem percebemos que o “normal” não é a única possibilidade. É o caso que Bruna Dante de Godoy nos apresenta no texto: Você sabe reconhecer uma relação abusiva?

É comum pessoas que vivenciam relações abusivas, não as reconhecerem como tal. É como se fosse normal ou a pessoa não percebe saída.

Já para Clarice Lispector, as coisas da vida são os enganos e desenganos que cometeu ao longo da vida e que a leva a travar a luta contra  a perda (ou falta) de identidade  – “Não me faça ser o que não sou”- “Não me convidem   a ser igual”.

Apesar dos enganos/desenganos, a autora diz acreditar que na vida a unica escolha, e de quem é amigo.

Vamos começar o mês com o belo texto “Coisas da vida “ de Clarice Lispector.

Mas além dos dois textos programados ficam algumas perguntas para reflexão : O que são coisas da vida? Podemos falar nas “melhores coisas da vida”? Nas piores? Afinal: o que é a vida?



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