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Ciúmes

 

CIÚMES…

Paula knychala/psicoterapeuta sistêmica e psicopedagoga 

Joseph_Paelinck_-_Juno,_1832

Ciúmes, qual a verdadeira origem desse sentimento e, o que ele representa em uma     relação amorosa?

O ciúme é percebido como o temor diante uma possibilidade, real ou irreal, de perda de uma relação importante, depositando em algo, ou alguém, a responsabilidade pela perda. Denota uma falta de confiança, tanto em si, quanto no parceiro. Neste sentido, o ciúme envolve a pessoa que sente o ciúme, a de quem se sente ciúmes, e aquele (s) que representa(m) o motivo do ciúme (esse terceiro, não necessariamente é uma pessoa, o ciúme pode estar relacionado a uma atividade ou trabalho, quando o parceiro acredita que está sendo colocado de lado, em detrimento de atribuições que o outro se disponha a realizar).

Fazendo um retrospecto, o que se pode perceber é que o ciúme tem sua origem ainda na infância, no apego aos pais e, na frustração quando a criança percebe a perda de atenção destes, mesmo que momentaneamente. O ciúme é então um sentimento tipicamente vivenciado por todos nós e, o seu progresso ou não, irá depender da forma como esses momentos foram administrados dentro da família.

Comumente, o ciúme pode ser percebido em interação com a validação que os pais dedicam aos seus filhos, o que está intimamente ligado à construção da autoestima dessa criança. Assim, o que se tem observado é que pessoas com baixa autoestima são mais propensas a sentir ciúmes, pois não se sentem capaz de valorizar a si mesmo, o que, consequentemente, faz com que se sintam incapacitadas a manter a afeição do parceiro, vivendo sempre com medo de ser abandonado ou trocado.

É na relação conjugal que o ciúme se instaura verdadeiramente e mostra suas diferentes facetas. Neste contexto, pode aparecer sob forma de possessividade em relação ao cônjuge, exigindo atitudes do outro que limitam sua liberdade, ou até mesmo como uma paranoia diante uma situação irreal, quando a pessoa se mostra convencida de que está sendo traída, ainda que não existem evidências que confirmem suas desconfianças, o que o coloca diante de uma incessante busca por evidências de traição.

De um modo geral, o que se tem observado é que é justamente o clima desagradável da desconfiança, decorrente do ciúme, que acaba por afastar os cônjuges, deixando a relação mais vulnerável ao rompimento e às traições. Cabe assim destacar que, o comportamento desconfiado do ciumento mina a relação de tal forma que abre espaço para o rompimento, exatamente o que ele mais temia, o que poderia ter sido evitado, se o casal tivesse estabelecido outra dinâmica interacional.

Contatos:
Paula Knychala do Carmo
(31) 9192-9844
paulakc.psicoterapia@gmail.com

 

 



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