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Encantamento – a primeira fase da relação amorosa

Camila Lobato/Psicóloga

Cada etapa da vida tem as suas características, aquilo que é e não é cumprido, o que precisa ser enfrentado, as facilidades/delícias e as dificuldades/obstáculos – são as fases ou ciclos. E nas relações afetivas não poderia ser diferente.

No Dia 12 de Junho, no Brasil, comemoramos o Dia Dos Namorados, por isso resolvi, neste artigo, trazer um pouquinho dessa primeira fase das relações afetivas – o encantamento, ou seja, quando um é enamorado do outro.

Encantar, apaixonar, enamorar –  um momento em que a gente se sente absolutamente preenchido pelo outro. Eu me alimento do outro e este outro de mim. Uma vivência fantasiosa do amor perfeito, do sexo perfeito, do encontro perfeito. E quem ousa dizer que isso não existe? Quem nunca viveu isso? Nessa fase sempre temos amigos e/ou parentes que nos dizem do nosso excesso de entrega para esse companheiro(a), mas queremos escutar? Claro que não. É o momento que o dito “amor é cego” é real. Ligamo-nos somente a energia que o outro nos oferece e isso basta. Eu correspondo as expectativas do outro e ele(a) as minhas. O feio, o negativo, as dificuldades são todas escondidas embaixo do tapete – temos um lado da moeda, o outro lado não existe.

Maria Helena Matarazzo, no seu livro “Amar é preciso”, fala que “cientistas descobriram que o amor é uma espécie de ópio. No auge da paixão, os amantes ficam literalmente drogados por hormônios naturais, substâncias químicas produzidas pelo próprio organismo que provocam sensações de prazer, bem-estar e satisfação. Elas contribuem para essa visão cor-de-rosa da vida.” Isso é a paixão, o que vivemos no início do namoro.

São muitas expectativas e por mais intensa e prolongada que seja essa fase, ela irá passar. Teremos o momento da desilusão e do desencantamento, embora, às vezes, difícil e doloroso, mas é de suma importância para o amadurecimento da relação e o crescimento dos parceiros. Ilusão não traz crescimento; quem vive iludido é criança – uma fase importante, mas precisa passar, precisamos nos tornar adultos, assim como a relação afetiva, também precisa se transformar.

 

Imagem PIXABAY

 



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