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FAMÍLIA

Vejo a família como uma árvore. Uma árvore, que com sua raiz frondosa e forte, com seus troncos dá sustentação aos seus galhos, frutos.

Nós, não somos nada mais que os frutos dessa árvore. Frutos que vão se multiplicando, a partir dos valores repassados de uma geração para outra, de nossos avós, bisavós, tataravós, dando origem a outros frutos- bons ou ruins, corroídos, com carunchos ou viçosos.

Infelizmente, alguns frutos dessa mesma árvore, mesmo irrigados com a mesma água potável, com terra adubada de boa qualidade, podem não ser aproveitados e serem descartados.

As folhas, os ramos, os galhos, são as convenções sociais: a escola, o trabalho, os grupos religiosos, a opção política, os grupos aos quais nos ligamos e aos quais pertencemos, as relações que vamos construindo, ano após ano…

Voltando à árvore, acho que sou a semente que deu bons frutos; não sei se foi porque a árvore em que nasci foi bem cuidada, bem molhada e adubada.

Não sei se a árvore da qual vim é árvore rara, que produz frutos e flores, independente do solo em que está: árido, quente, chega a trincar o chão, mas as raízes frondosas conseguem ir longe, sugar a água no subsolo, e não deixar que a árvore murche.

A árvore frondosa é assim. Ela resiste e existe apesar do clima. E é como eu sou. Resistente, firme, com frutos maravilhosos, doces e que sustentam aos que de nós se aproximam…

 



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