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O que quer uma mulher?

Bruna Godoy / Psicóloga

Pensando em uma temática para falar sobre o feminino, me proponho a desnudar algumas fantasias que foram e ainda são passadas às mulheres como forma de impor ao feminino o que é certo, permitido e até exigido.

A intuição, a manifestação das emoções, a sensibilidade, os cuidados e atenção dispensados aos outros fazem parte do universo feminino. Porém, alguns mitos precisam ser revistos e não devem ser impostos às mulheres.

Desde a infância, algumas brincadeiras das meninas são voltadas para as tarefas domésticas e o cuidado com os filhos (bonecas e bonecos), nos filmes é comum a princesa ou aquela que desempenha o papel do feminino esperar pelo príncipe ou por aquele que representa o sexo masculino. Mas será que ser uma boa dona de casa, uma mãe zelosa e uma mulher a espera de um casamento é o que todas nós queremos?

O trabalho doméstico ainda é voltado para a mulher. O número de empregadas domésticas ainda é muito maior que o número de empregados domésticos. É mais comum as mães ensinarem estas tarefas as filhas, do que os pais ensinarem aos filhos. Sim, ainda somos mais cobradas quanto à arrumação da casa, o cuidado com as roupas e com a alimentação.

Ainda é um tabu quando uma mulher opta por não ter filhos, como se o instinto materno fizesse parte da natureza feminina. Nem todas as mulheres desejam ter filhos e isso nada tem a ver com falta de amor, falta de completude e de feminilidade. Além de a mulher ser cobrada para ter filhos, quando os tem, ela é, de certa forma, exigida a ser uma mãe que beira a perfeição, que dá conta de tudo, que ama e que renuncia sua vida em prol do filho.

E quanto às expectativas relacionadas ao casamento? Se a mulher não casa até determinada idade, é possível ouvir comentário como “essa ficou pra titia”. Como se casamento tivesse que estar nos planos de todas nós. Existem mulheres que não sonham em se casar e que prezam a vida de solteira.

A mulher contemporânea tem vários projetos que podem ou não inserir a maternidade e o casamento, por exemplo. Isso não é motivo para colocar em xeque sua feminilidade.

Já avançamos muito, mas ainda temos quebrar paradigmas e desconstruir conceitos que estão enraizados e que, por vezes, são ditos sem ter consciência de que são prejulgamentos que dizem respeito à mulher.

É preciso rever esses mitos impostos às mulheres e que elas possam estar onde desejam. Mulher quer ser dona de si mesma, ter autonomia da sua vida e ter a sua vontade respeitada. O subjetivo precisa ser valorizado para que estes padrões impostos ao feminino sejam extintos e cada mulher valorize seu feminino sem se limitar ao que foi estipulado como parte necessária a sua natureza.

Bruna Godoy/ Psicoterapeuta de casal, família e individual. Contato: 9 82242683

Imagem- Pixabay

 

 



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